Contudo, desde a Baixa Idade Média até hoje os judeus vêm sofrendo
perseguições. Os judeus foram deportados da Inglaterra e da França
nos séculos XIII e XIV; na Espanha, começaram a ser perseguidos no
século XV e acabaram expulsos em 1492. Na Noruega, uma lei
aprovada em 1687 negava a qualquer judeu o acesso ao país sem
permissão especial, e a Constituição norueguesa de 1814 conservou
esse embargo. A "cláusula judaica" só foi anulada em 1851.
Sem dúvida, a pior de todas as perseguições sofridas pelos judeus
ocorreu na Alemanha entre 1933 e 1945. Acredita-se que 6
milhões de judeus foram exterminados durante o regime nazista.
Fazia muito tempo que os judeus vinham tendo uma participação
proeminente na vida cultural da Europa Central, como artistas,
cineastas, escritores e cientistas. Também havia jornais e livros,
filmes e peças de teatro que circulavam em iídiche, língua
semelhante ao alemão mas escrita com caracteres hebraicos, falada
por muitos judeus.
Mesmo nos períodos em que não havia perseguição direta,
com freqüência os judeus eram tratados como párias sociais. Eles
eram forçados a adotar nomes facilmente reconhecíveis e a morar em
áreas especiais da cidade, os chamados guetos. Numa época em que a
agricultura consistia no meio mais comum de subsistência, era-lhes
proibido possuir terras, o que os impeliu a se destacar no comércio.
Diferentemente dos muçulmanos e dos católicos, sua religião lhes
permitia ganhar juros emprestando dinheiro, e muitos deles se
tornaram importantes banqueiros.
As expectativas messiânicas e o sionismo
Durante milhares de anos os judeus esperaram um Messias
que viria criar um reino de paz na Terra. As raízes históricas dessa
expectativa datam da idade de ouro de Israel, no reinado de Davi,
quando os reis eram ungidos ao subir ao trono. Na verdade, a
palavra Messias significa "o ungido". Desde a época do exílio
babilônico os judeus alimentaram a esperança e a crença de que
chegaria um Messias, um novo rei saído da linhagem de Davi. Esse rei
ideal iria restabelecer Israel como uma grande potência, e seu povo
passaria a viver em eterna felicidade.
Até hoje a expectativa da chegada do Messias continua viva (para alguns judeus)
em muitos judeus. Mas nem todos pensam no Messias como uma
pessoa; falam, em vez disso, numa futura "era messiânica": um estado
de paz na Terra, no qual Israel assumiria um papel de destaque. Alguns
judeus acreditam que a fundação de Israel, em 1948, cumpriu as
expectativas messiânicas que seu povo conservou de geração em
geração.
A fundação do Estado de Israel constituiu a culminância de
um longo processo cujos primeiros passos foram dados no final do
século XIX, quando muitos judeus começaram a falar sobre a
possibilidade de voltar para sua antiga pátria. Isso representou o
reforço palpável de um antigo desejo, que é repetido pelos judeus
todos os anos na Páscoa: "No ano que vem em Jerusalém". O escritor
e jornalista Theodor Herzl (1860-1904), em seu influente livro O
Estado judaico, argumentava que, como nem a integração e
assimilação dos judeus aos países onde viviam conseguira acabar
com a perseguição a eles, a única solução seria lhes dar um Estado
próprio. Essa idéia foi chamada de sionismo, palavra vinda de monte
Sião, colina sobre a qual Jerusalém foi parcialmente construída.
Naquela época havia apenas cerca de 25 mil judeus vivendo
na Palestina; a partir daí, porém, iniciou-se uma considerável onda
de imigração, em especial de judeus russos. Mas os planos para
fundar um país próprio progrediam devagar, em parte porque na
época a Palestina era uma colônia britânica. Entretanto, a
perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial
gerou uma situação inteiramente nova. Terminada a guerra, a nova
República de Israel foi proclamada em 1948. Muitos antigos sionistas
desejavam criar um Estado laico, secular, mas os judeus ortodoxos
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
História dos Judeus 1ª Parte
* (Nome de registro)
JUDAÍSMO
1º ORTODOXO
2º E MESSIÂNICO
Parte Extraído dos textos do livro
Revisado Por: *Raimundo Araújo da Silva
Baruch Seth Yehudin
Religiões surgidas no Oriente Médio:
monoteísmo
O Avrahan (Abraão) Hebreu patriarca dos judeus:
Olhai para Abraão, vosso pai,
e para Sara, aquela que vos deu à luz.
Ele estava só quando o chamei,
mas eu o abençoei e o multipliquei.
Isaías 51,2
O Abraão patriarca dos judeus:
Responderam-lhe: "Nosso pai é Abraão". Disse-lhes Yeshua (Jesus):
"Se sois filhos de Abraão,
praticai as obras de Abraão.
Vós, porém, procurais matar-me,
a mim, que vos falei a verdade
que ouvi do Eterno.
Isso, Abraão não fez"
João 8,39-40
O Abraão dos muçulmanos:
Eles dizem: "Aceita a fé judaica ou cristã e terás a orientação
correta". Dizei então: "De maneira nenhuma! Nós cremos na fé de
Abraão, o correto. Ele não era idólatra".
Corão, (alcorão) sura (suratra) 2,129
Duas das grandes religiões mundiais tiveram início no Oriente
Médio: o Judaísmo, e o islã. As Duas são monoteístas. São
também chamadas "abraâmicas", por sua fé no Eterno D-us Único, que teria
se revelado ao primeiro dos patriarcas bíblicos: Abraão (c. 1800 a. C ?).
O Judaísmo iniciou no Monte Sinai, estão retornando as origens (Teshuvá)
Israel (o Estado) foi fundado em 1948, porém apenas 5 milhões dos 14 milhões de
judeus do mundo vivem ali. Quase a metade deles vive nos Estados da América, Brasil, Países da África e Europa
Judaísmo
A palavra judeu deriva de Judéia, nome de uma parte do antigo
reino de Israel. Judaísmo reflete essa ligação. A religião é chamada
ainda de "mosaica", já que se considera Moisés um de seus
fundadores.
O Estado de Israel define o judeu como "alguém cuja mãe é
judia e que não pratica nenhuma outra fé". Aos poucos essa
definição foi ampliada para incluir o cônjuge.
O judaísmo não é apenas uma comunidade religiosa, mas
também étnica. Historicamente, o termo judeu tem conotações
raciais, porém estas são inexatas. Existem judeus de todas as cores de pele.
(ou seja) de todas as raças.
O pacto de Elohim com o povo escolhido
Judeu não é simplesmente um povo, não é simplesmente uma cultura não é simplesmente uma religião o judeu não está limitado não é limitado nunca foi limitado. Até aquele que se torna judeu por opção de fé. Não existe isso de se tornar judeu e depois não ser judeu mais. O verdadeiro judeu não é o que é simplesmente na carne e sim o que é no espírito e no DNA
Uma das características do judaísmo é ser uma religião o judeu é chamado também de o povo do livro
intimamente ligada à história. As narrativas da Bíblia se baseiam
numa crença bem definida de que Elohim fez uma aliança especial, um
pacto com seu povo escolhido, o povo hebreu.
As narrativas bíblicas começam com Adão e Eva e uma série
de relatos dramáticos que ilustram as conseqüências da inclinação
pecaminosa do ser humano e de seu desejo de se rebelar contra
Elohim o Nosso Criador. Adão e Eva são expulsos do paraíso. Mais tarde, o mundo
inteiro é destruído por um grande dilúvio, do qual se salvam apenas
Noé e sua família, juntamente com todos os animais da Terra.
Sodoma e Gomorra, cidades sem D-us, são aniquiladas, e a torre de
Babel é derrubada, pois representam a tentativa humana de chegar
até o céu.
Cada evento histórico é visto pelos autores da Bíblia como
uma expressão da vontade de D-us.
DE ABRAÃO A MOISÉS
A fase histórica seguinte teve início quando Abraão saiu da cidade
de Ur, localizada no atual Sul do Iraque, por volta de 1800 a.C.
O Gênesis relata que Elohim disse a Abraão: "Sai da tua terra, da tua
parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. Eu farei
de ti um grande povo". Esse povo ganhou um nome após a dramática
batalha de Jacó, neto de Abraão, com um anjo de Elohim. O anjo então
lhe deu o nome de Yisrael (o que lutou com Elohim). Mais tarde, os doze
filhos de Jacó geraram as doze tribos de Israel (Judá, uma das tribos da qual nasceram Yossef (José) e Mírya (Maria). Dos quais Nasceu Yeshua de Nazaré o Leão da Tribo de Judá [todos que recebem a fé em Yeshua se torna judeu pelo fato de que Yeshua é o Lleão da tribo de judá e Yeshua é a Porta] Yohanan (João) 10: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
A história de José [escrito na Toráh], um dos filhos de Jacó, narra como os
Yisraelitas foram parar no Egito, onde foram escravizados pelos faraós.
A Bíblia conta de que maneira Moisés os tirou dali e, depois de
quarenta anos errando no deserto, levou-os a Canaã, a Terra
Prometida.
Durante a travessia do deserto Elohim YHWH deu a Moisés,
no monte Sinai, as duas tábuas da Lei com os dez mandamentos a
que os Yisraelitas deveriam obedecer. Dessa forma, fez-se um pacto
segundo o qual os Yisraelitas deveriam reconhecer a existência de um
só Elohim, e em troca se tornariam o povo escolhido de Elohim.
Receberiam sua ajuda e seu apoio, desde que cumprissem o que lhes
cabia no acordo e obedecessem às leis de Elohim.
Por volta do ano 1200 a. C, os Yisraelitas conquistaram parte
de Canaã e por muito tempo viveram lado a lado com os habitantes
não Yisraelitas. Seus líderes políticos e religiosos eram os chamados
"juizes", que procuravam cuidar de que o povo respeitasse as leis
dadas por Elohim. Foi também por causa da guerra contra os filisteus
que surgiu a necessidade de um poder político centralizado.
O REINO DE ISRAEL
Saul introduziu a monarquia por volta do ano 1000 a. C, mas
ela alcançou o apogeu durante os reinados de Davi e Salomão,
quando Israel se tornou uma grande potência política. Davi, nascido
em Belém, foi o grande rei que lutou contra os inimigos e uniu as doze
tribos, sob sua liderança, em Jerusalém. A Arca da Aliança — uma
arca contendo os dez mandamentos e que, segundo a tradição, os
israelitas haviam trazido consigo do Sinai — foi então transportada
para a nova capital. Ali, puseram-na no santuário interno do novo
Templo, quando Salomão, filho e sucessor de Davi, (ambos da tribo de judá), o construiu no
século X a. C,
O grande Templo de Jerusalém incluía um recinto fechado, o
Santo dos Santos, contendo oferendas de incenso e os pães da
proposição, e um vestíbulo externo onde se faziam os sacrifícios. Os
sacerdotes do Templo estavam encarregados desses sacrifícios, que
poderiam ser oferendas de animais ou frutos da colheita. O culto era
acompanhado por canções e hinos — os chamados Salmos de Davi,
que podemos ler na Bíblia. Os sacrifícios, que eram em parte uma
oferenda a Elohim, em parte uma expiação pela culpa, deviam ser feitos
segundo regras estritas.
É possível que aos poucos as pessoas tenham começado a
sentir tais sacrifícios como mecânicos, ao mesmo tempo que a
liderança do país dava sinais de decadência moral e política. Isso
provocou a severa condenação dos profetas. Entre eles, destaca-se
Amós, profeta que viveu por volta de 750 a.C. Em suas prédicas ele
atacava os males sociais, como, por exemplo, a opressão dos pobres
pelos ricos. Além de Amos, vários outros profetas deram mais peso à
justiça e aos ideais éticos do que às práticas rituais do culto sacrificial.
O EXÍLIO NA BABILÔNIA
Os profetas advertiam o povo do juízo e da punição de Elohim,
porque as pessoas não estavam vivendo de acordo com as leis
divinas. Muitos profetas viam. o declínio e a destruição do poder do
país como um justo castigo para isso. O reino foi então dividido em
dois, um reino do Norte (Israel) capital Samaria e um do Sul (Judá), capital Jerusalém onde fica o templo Sagrado (kottel).
Em 722 a. C, o reino do Norte foi devastado pelos
assírios e a partir daí deixou de ter significado político e religioso.
O reino do Sul foi conquistado pelos babilônios em 587 a.C.
Grande parte da sua população foi deportada para o exílio na
Babilônia. Entretanto, em 539 a.C. os que desejavam voltar para a
terra natal obtiveram permissão para isso, e daí em diante se
tornaram conhecidos como judeus (palavra derivada de Judá e Judéia).
O JUDAÍSMO E A SINAGOGA
Foi depois do retorno da Babilônia que começou a se
desenvolver a religião que costumamos chamar de judaísmo. O núcleo
do judaísmo era a vida na sinagoga, local de culto onde os fiéis se
reuniam para orar e ler as escrituras. Esse tipo de serviço religioso
surgira por necessidade durante o exílio babilônico, uma vez que ali
os judeus não tinham um templo onde orar. Ao voltar do exílio, eles
continuaram praticando esse serviço nas sinagogas, que foram
construídas em diversas cidades. Nestas, uma função relevante era
exercida pelos leigos versados nas escrituras, os quais zelavam por
elas, e buscavam interpretá-las e explicá-las. Não tardou que a
maioria desses homens instruídos passassem a vir das fileiras dos
fariseus.
Os fariseus davam muita importância à Lei escrita nos cinco
primeiros livros de Moisés — o Pentateuco —, e também às normas
relativas à limpeza e ao asseio; procuravam interpretar a Lei segundo
as novas condições que prevaleciam. Nessa época, o papel do Templo
já se tornara secundário.
O grande Templo de Jerusalém, destruído durante a
conquista babilônica de 587 a.C., foi reerguido em 516 a.C. O sumo
sacerdote, os demais sacerdotes e os levitas a eles subordinados eram
responsáveis pelo culto, que compreendia o sacrifício diário de um
cordeiro em expiação pelos pecados do povo. Após o exílio babilônico,
o sumo sacerdote se tornou líder do Sinédrio, o conselho dos anciãos,
que mais tarde incluiu ainda representantes dos homens mais
instruídos.
Nessa época, os judeus caíram seguidas vezes sob o domínio
político estrangeiro. No ano 70 d.C., uma revolta contra os romanos
levou ao saque de Jerusalém. O Templo, que recentemente fora
ampliado e transformado num esplêndido edifício pelo rei Herodes, foi
outra vez arrasado; isso selou o fim do papel desempenhado pelos
antigos sacerdotes. Dessa época em diante, foi o novo formato de
judaísmo, centrado nas sinagogas, que passou a predominar. Muitos
judeus estavam agora dispersos pelas terras do Mediterrâneo ou
ainda mais longe. Eram chamados de judeus da Diáspora, palavra
grega que quer dizer "dispersão".
Um povo culto, porém perseguido
Em várias ocasiões os judeus assumiram um papel de
liderança nos países onde se estabeleceram. A cultura judaica
conheceu um apogeu na Espanha dos séculos XII e XIII. Aí um de
seus maiores filósofos foi o rabino Moisés ben Maimón (Maimônides),
que escreveu várias obras e resumiu os ensinamentos judaicos nos
Treze princípios da fé judaica. Nesse país floresceu também o misticismo
judaico, a cabala (ou "tradição").
Contudo, desde a Baixa Idade Média até hoje os judeus vêm sofrendo
JUDAÍSMO
1º ORTODOXO
2º E MESSIÂNICO
Parte Extraído dos textos do livro
Revisado Por: *Raimundo Araújo da Silva
Baruch Seth Yehudin
Religiões surgidas no Oriente Médio:
monoteísmo
O Avrahan (Abraão) Hebreu patriarca dos judeus:
Olhai para Abraão, vosso pai,
e para Sara, aquela que vos deu à luz.
Ele estava só quando o chamei,
mas eu o abençoei e o multipliquei.
Isaías 51,2
O Abraão patriarca dos judeus:
Responderam-lhe: "Nosso pai é Abraão". Disse-lhes Yeshua (Jesus):
"Se sois filhos de Abraão,
praticai as obras de Abraão.
Vós, porém, procurais matar-me,
a mim, que vos falei a verdade
que ouvi do Eterno.
Isso, Abraão não fez"
João 8,39-40
O Abraão dos muçulmanos:
Eles dizem: "Aceita a fé judaica ou cristã e terás a orientação
correta". Dizei então: "De maneira nenhuma! Nós cremos na fé de
Abraão, o correto. Ele não era idólatra".
Corão, (alcorão) sura (suratra) 2,129
Duas das grandes religiões mundiais tiveram início no Oriente
Médio: o Judaísmo, e o islã. As Duas são monoteístas. São
também chamadas "abraâmicas", por sua fé no Eterno D-us Único, que teria
se revelado ao primeiro dos patriarcas bíblicos: Abraão (c. 1800 a. C ?).
O Judaísmo iniciou no Monte Sinai, estão retornando as origens (Teshuvá)
Israel (o Estado) foi fundado em 1948, porém apenas 5 milhões dos 14 milhões de
judeus do mundo vivem ali. Quase a metade deles vive nos Estados da América, Brasil, Países da África e Europa
Judaísmo
A palavra judeu deriva de Judéia, nome de uma parte do antigo
reino de Israel. Judaísmo reflete essa ligação. A religião é chamada
ainda de "mosaica", já que se considera Moisés um de seus
fundadores.
O Estado de Israel define o judeu como "alguém cuja mãe é
judia e que não pratica nenhuma outra fé". Aos poucos essa
definição foi ampliada para incluir o cônjuge.
O judaísmo não é apenas uma comunidade religiosa, mas
também étnica. Historicamente, o termo judeu tem conotações
raciais, porém estas são inexatas. Existem judeus de todas as cores de pele.
(ou seja) de todas as raças.
O pacto de Elohim com o povo escolhido
Judeu não é simplesmente um povo, não é simplesmente uma cultura não é simplesmente uma religião o judeu não está limitado não é limitado nunca foi limitado. Até aquele que se torna judeu por opção de fé. Não existe isso de se tornar judeu e depois não ser judeu mais. O verdadeiro judeu não é o que é simplesmente na carne e sim o que é no espírito e no DNA
Uma das características do judaísmo é ser uma religião o judeu é chamado também de o povo do livro
intimamente ligada à história. As narrativas da Bíblia se baseiam
numa crença bem definida de que Elohim fez uma aliança especial, um
pacto com seu povo escolhido, o povo hebreu.
As narrativas bíblicas começam com Adão e Eva e uma série
de relatos dramáticos que ilustram as conseqüências da inclinação
pecaminosa do ser humano e de seu desejo de se rebelar contra
Elohim o Nosso Criador. Adão e Eva são expulsos do paraíso. Mais tarde, o mundo
inteiro é destruído por um grande dilúvio, do qual se salvam apenas
Noé e sua família, juntamente com todos os animais da Terra.
Sodoma e Gomorra, cidades sem D-us, são aniquiladas, e a torre de
Babel é derrubada, pois representam a tentativa humana de chegar
até o céu.
Cada evento histórico é visto pelos autores da Bíblia como
uma expressão da vontade de D-us.
DE ABRAÃO A MOISÉS
A fase histórica seguinte teve início quando Abraão saiu da cidade
de Ur, localizada no atual Sul do Iraque, por volta de 1800 a.C.
O Gênesis relata que Elohim disse a Abraão: "Sai da tua terra, da tua
parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. Eu farei
de ti um grande povo". Esse povo ganhou um nome após a dramática
batalha de Jacó, neto de Abraão, com um anjo de Elohim. O anjo então
lhe deu o nome de Yisrael (o que lutou com Elohim). Mais tarde, os doze
filhos de Jacó geraram as doze tribos de Israel (Judá, uma das tribos da qual nasceram Yossef (José) e Mírya (Maria). Dos quais Nasceu Yeshua de Nazaré o Leão da Tribo de Judá [todos que recebem a fé em Yeshua se torna judeu pelo fato de que Yeshua é o Lleão da tribo de judá e Yeshua é a Porta] Yohanan (João) 10: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
A história de José [escrito na Toráh], um dos filhos de Jacó, narra como os
Yisraelitas foram parar no Egito, onde foram escravizados pelos faraós.
A Bíblia conta de que maneira Moisés os tirou dali e, depois de
quarenta anos errando no deserto, levou-os a Canaã, a Terra
Prometida.
Durante a travessia do deserto Elohim YHWH deu a Moisés,
no monte Sinai, as duas tábuas da Lei com os dez mandamentos a
que os Yisraelitas deveriam obedecer. Dessa forma, fez-se um pacto
segundo o qual os Yisraelitas deveriam reconhecer a existência de um
só Elohim, e em troca se tornariam o povo escolhido de Elohim.
Receberiam sua ajuda e seu apoio, desde que cumprissem o que lhes
cabia no acordo e obedecessem às leis de Elohim.
Por volta do ano 1200 a. C, os Yisraelitas conquistaram parte
de Canaã e por muito tempo viveram lado a lado com os habitantes
não Yisraelitas. Seus líderes políticos e religiosos eram os chamados
"juizes", que procuravam cuidar de que o povo respeitasse as leis
dadas por Elohim. Foi também por causa da guerra contra os filisteus
que surgiu a necessidade de um poder político centralizado.
O REINO DE ISRAEL
Saul introduziu a monarquia por volta do ano 1000 a. C, mas
ela alcançou o apogeu durante os reinados de Davi e Salomão,
quando Israel se tornou uma grande potência política. Davi, nascido
em Belém, foi o grande rei que lutou contra os inimigos e uniu as doze
tribos, sob sua liderança, em Jerusalém. A Arca da Aliança — uma
arca contendo os dez mandamentos e que, segundo a tradição, os
israelitas haviam trazido consigo do Sinai — foi então transportada
para a nova capital. Ali, puseram-na no santuário interno do novo
Templo, quando Salomão, filho e sucessor de Davi, (ambos da tribo de judá), o construiu no
século X a. C,
O grande Templo de Jerusalém incluía um recinto fechado, o
Santo dos Santos, contendo oferendas de incenso e os pães da
proposição, e um vestíbulo externo onde se faziam os sacrifícios. Os
sacerdotes do Templo estavam encarregados desses sacrifícios, que
poderiam ser oferendas de animais ou frutos da colheita. O culto era
acompanhado por canções e hinos — os chamados Salmos de Davi,
que podemos ler na Bíblia. Os sacrifícios, que eram em parte uma
oferenda a Elohim, em parte uma expiação pela culpa, deviam ser feitos
segundo regras estritas.
É possível que aos poucos as pessoas tenham começado a
sentir tais sacrifícios como mecânicos, ao mesmo tempo que a
liderança do país dava sinais de decadência moral e política. Isso
provocou a severa condenação dos profetas. Entre eles, destaca-se
Amós, profeta que viveu por volta de 750 a.C. Em suas prédicas ele
atacava os males sociais, como, por exemplo, a opressão dos pobres
pelos ricos. Além de Amos, vários outros profetas deram mais peso à
justiça e aos ideais éticos do que às práticas rituais do culto sacrificial.
O EXÍLIO NA BABILÔNIA
Os profetas advertiam o povo do juízo e da punição de Elohim,
porque as pessoas não estavam vivendo de acordo com as leis
divinas. Muitos profetas viam. o declínio e a destruição do poder do
país como um justo castigo para isso. O reino foi então dividido em
dois, um reino do Norte (Israel) capital Samaria e um do Sul (Judá), capital Jerusalém onde fica o templo Sagrado (kottel).
Em 722 a. C, o reino do Norte foi devastado pelos
assírios e a partir daí deixou de ter significado político e religioso.
O reino do Sul foi conquistado pelos babilônios em 587 a.C.
Grande parte da sua população foi deportada para o exílio na
Babilônia. Entretanto, em 539 a.C. os que desejavam voltar para a
terra natal obtiveram permissão para isso, e daí em diante se
tornaram conhecidos como judeus (palavra derivada de Judá e Judéia).
O JUDAÍSMO E A SINAGOGA
Foi depois do retorno da Babilônia que começou a se
desenvolver a religião que costumamos chamar de judaísmo. O núcleo
do judaísmo era a vida na sinagoga, local de culto onde os fiéis se
reuniam para orar e ler as escrituras. Esse tipo de serviço religioso
surgira por necessidade durante o exílio babilônico, uma vez que ali
os judeus não tinham um templo onde orar. Ao voltar do exílio, eles
continuaram praticando esse serviço nas sinagogas, que foram
construídas em diversas cidades. Nestas, uma função relevante era
exercida pelos leigos versados nas escrituras, os quais zelavam por
elas, e buscavam interpretá-las e explicá-las. Não tardou que a
maioria desses homens instruídos passassem a vir das fileiras dos
fariseus.
Os fariseus davam muita importância à Lei escrita nos cinco
primeiros livros de Moisés — o Pentateuco —, e também às normas
relativas à limpeza e ao asseio; procuravam interpretar a Lei segundo
as novas condições que prevaleciam. Nessa época, o papel do Templo
já se tornara secundário.
O grande Templo de Jerusalém, destruído durante a
conquista babilônica de 587 a.C., foi reerguido em 516 a.C. O sumo
sacerdote, os demais sacerdotes e os levitas a eles subordinados eram
responsáveis pelo culto, que compreendia o sacrifício diário de um
cordeiro em expiação pelos pecados do povo. Após o exílio babilônico,
o sumo sacerdote se tornou líder do Sinédrio, o conselho dos anciãos,
que mais tarde incluiu ainda representantes dos homens mais
instruídos.
Nessa época, os judeus caíram seguidas vezes sob o domínio
político estrangeiro. No ano 70 d.C., uma revolta contra os romanos
levou ao saque de Jerusalém. O Templo, que recentemente fora
ampliado e transformado num esplêndido edifício pelo rei Herodes, foi
outra vez arrasado; isso selou o fim do papel desempenhado pelos
antigos sacerdotes. Dessa época em diante, foi o novo formato de
judaísmo, centrado nas sinagogas, que passou a predominar. Muitos
judeus estavam agora dispersos pelas terras do Mediterrâneo ou
ainda mais longe. Eram chamados de judeus da Diáspora, palavra
grega que quer dizer "dispersão".
Um povo culto, porém perseguido
Em várias ocasiões os judeus assumiram um papel de
liderança nos países onde se estabeleceram. A cultura judaica
conheceu um apogeu na Espanha dos séculos XII e XIII. Aí um de
seus maiores filósofos foi o rabino Moisés ben Maimón (Maimônides),
que escreveu várias obras e resumiu os ensinamentos judaicos nos
Treze princípios da fé judaica. Nesse país floresceu também o misticismo
judaico, a cabala (ou "tradição").
Contudo, desde a Baixa Idade Média até hoje os judeus vêm sofrendo
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